sexta-feira, maio 05, 2006

Sôfrego poeta

foge enquanto há tempo

por essa rua vai tropeçando sobre as latas
e foge da angústia desvairada

que comerá tua
córnea e o que houver da
alma comestível

e restará a dúvida a
sete palmos
a dúvida sempre consumida em dentes cerrados

minhas palmas para quem nunca falou
o que não devia


(minha fase, digamos, augusto dos anjos... que nada, foi um sonho, um roteiro ou algo de comer, quase uma receita)

3 comentários:

pedro pan disse...

, & quando não se cala quando devia. & sai tropeçando letras.

,apareças de vez em quando...
|beijos meus|

carolina disse...

eu esqueci a c´rnea e o setet palmos e gostei muito. as ruas sempre correm...
[mentira, mentira, só eu gosto de tu, só eu!!]

carolina disse...

e gosto tanto.
tatu, se tu não "te lembrares" q tem filme às 5 da tarde amanhã, te mato.
(com requintes de crueldade)