sábado, janeiro 14, 2006

Recortes poéticos do não vivido...

Ao passante, cuja efemeridade se traduz no irreal
Car j’ignore où tu fuis, tu ne sais où je vais,
O toi que j’eusse aimée, ô toi qui le savais!
(Baudelaire)

Duas da tarde:
Exceto o sol
Sobre a tez
ouro
é cedo enquanto
o desejo evapora
hora, sem querer dizer
a deus
a(o)
meu mundo
fora de órbita

Ouvindo Jamie Cullum...
devia pedir que apagasse o cigarro
calasse minutos, outorgando pensamentos
porque eu nem saberia
dizer o quanto ainda a
existência resiste ao passar andarilho do relógio
(o óbvio era meu olhar confirmando o que tu dizias)


(pensando no sério almodóvar)

Há sempre o instante
Instável
Instantâneo
- prolongado,
Conta gota, cata-vento
retendo
o que não volta e lento
Se esvai...

(para quem acha que a morte é uma nascimento...)

O volume era tão alto que nem sabia quem eu olhava

A imagem da televisão gritando ainda era mais nítida que o transeunte,

Que nada dizia

Ia, apenas
Cambaleando pela rua da praia grande
(ele parecia ainda mais sério com os cabelos presos, pretos)
Mesmo assim ainda
tinha o semblante
ante a náusea de ver-me
desprezível moribundo

16 comentários:

rodrigo disse...

fico fascinado todas a s vezes que estou aqui. cerne trêmula é mesmo o filme mais sério do almodóvar. cullum é bom, estar aqui é sempre oásis

cassiano disse...

oi. teu irmão me passou o endereço. gostei de falr com vc, desculpe o auê!!!! colombo não me passou o roteiro já pedi e essa semana trataremos disso. ao passante da pg e as lágrimas são címematográficas. benjamin é apaixonado pela nossa 7 arte
té mais

fabio jardim disse...

quanta coisa ao mesmo tempo! isso é bom, pois tava passando aqui algumas vezes esperando uma nova publicação (pensei até em cobrar, rsrsrs). mas sei q não funciona assim. é a ansiedade de ver qual será o próximo... enfim, gostei demais do "duas da tarde", ficou muito bom colocar "a deus" separado, pq permite dois sentidos: um oral, outro escrito. o primeiro me parece ser "adeus", de despedida; o segundo, como já está escrito. viajei não né? [rsrsrsrs]

pedro pan disse...

, gostei do que vi e li por aqui.
"passar andarilho do relógio" e "A imagem da televisão gritando ainda era mais nítida que o transeunte" entre tanto. entre cantos. agradecido estou pela visita, volte e voe qndo desejar. voltarei tão bem.

|abraços meus|

reuben disse...

Quarta-feira. Quarta-feira. Quarta-feira.
Almodovar é um saco.
Quinta é aniversário do Eduardo (Julio).
beijo

Lisardo disse...

Nossa bem que o Fábio havia me dito. Verdade, só posso dizer, que é maravilhoso esse espaço. O blog em si com todo o conteúdo está de parabéns, mas os seu poemas em especial são foda!!!

reuben disse...

quinta eu que não fui.
e agora?
beijo.

criswarner7982 disse...

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vini disse...

belos recortes. jazz apaixonante do james cullum. bem... inda preciso ver o sério almodóvar.
beijos.

dylpires disse...

só os que estão acordados p isso que chamam de "Existir" cambaleiam pelas ruas da Praia Grande.

reuben disse...

Parabéns, e desculpa mesmo.

dylpires disse...

ligeiramente atrasado, FELIZ ANIVERSSSÁAARIO!!! BEIJOS NESTA ALMA BULIÇOSA...

leticia disse...

...Que lindo jana!

Ars Littera disse...

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Alexandra disse...

acabei da falar bem de vc...lá pelas bandas do godot...insônia que parece com esses olhos tão vivos. ô vizinha qd a gente conversa?

rafaelcarloscs disse...

ei jana, poxa fazia tempo que eu naum passava no teu blog...caramba, que post massa, viu!?
Baudelaire "ruleia"!!
beijão garota!!!