sexta-feira, março 24, 2006

Simulacro















Quando se deseja alcançar de um dia para o outro o incomparável, o excepcional, digno da magia dos contos de fada, para onde se vai?
Thomas Mann, Morte em Veneza - presente de Reuben, estranho irmão com maior grau de miopia que eu)

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hoje me senti a Lola. Eu só tinha 20 minutos para conseguir uma assinatura. corri e cansei, cansei muito. alías, estou muito cansada, quase um tédio. mas eu não tive outra oportunidade e nem morri no meio do caminho. bom?

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enquanto corria algumas imagens vinham à cabeça. seria o que baudrillard fala?
ela é o reflexo de uma realidade profunda;
ela mascara e deforma uma realidade profunda
ela mascara a ausência de realidade profunda
ela não tem relação com qualquer realidade: ela é o seu próprio simulacro puro.
* não sei, mas continuo pensando que preciso da ajuda de alguém para lembrar momentos (maldita memória coletiva) e controlar minha ansiedade.

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sonhei com duas torres. não sei se jogava xadrex ou se explodia torres. acho que a segunda opção é mais atraente. sim, eu explodia torres e saía correndo para escapar das fagulhas que iam sair voando.
além disso, corria para não ser encontrada. esquisito o sonho.
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tenho uma câmera e vou registrar imagens. seja para correr com elas na bolsa, seja para registrar explosões de torres, seja para não esquecer...

2 comentários:

reuben disse...

Jana: tem um poema que eu preciso te mostrar. Pra tu e pra Manu. Essa semana eu coloco lá no blog e te digo. Se chama BOULEVARD BAUDELAIRE.

Marina disse...

primeira vez aqui. cara, muito bom teu blog. encantada!!!!